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Perda de áreas úmidas do Cerrado ameaça expansão agrícola

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Rio Tocantins, na região do Cerrado / Oboré-Projeto Repórter do Futuro/Creative Commons

O Cerrado é considerado o berço das águas dos rios brasileiros. Abriga as nascentes de oito das 12 bacias hidrográficas do território nacional – entre elas, a Amazônica, do São Francisco e do Tocantins/Araguaia — e três grandes aquíferos — Guarani, Bambuí e Urucuia. Essas águas foram fundamentais para a expansão da agropecuária na região nas últimas décadas.

As chamadas áreas úmidas do Cerrado — que incluem territórios que são sazonal ou permanentemente encharcados — têm um papel decisivo para a riqueza hídrica da região, pois abastecem rios e reservatórios subterrâneos. Entre 1985 e 2020, o Cerrado teve 582 mil hectares de áreas úmidas subtraídos – cerca de 10% das áreas úmidas que existiam anteriormente.

O levantamento foi feito pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) a partir dos dados do projeto MapBiomas. A maior parte dessa destruição, 61%, está relacionada à expansão agropecuária. Mesmo com a grande quantidade de água da região, a crescente demanda por irrigação está secando os espelhos d’água e interferindo no ecossistema.

“Com menos água disponível que a demanda, a viabilidade econômica de toda a cadeia de produção de grãos está ameaçada, seja a lavoura irrigada ou não. Isso coloca em risco não só a rentabilidade do próprio agronegócio, mas também a subsistência de pequenos agricultores, povos tradicionais e comunidades indígenas”, diz Dhemerson Conciani, pesquisador do Ipam.

Clique aqui para ler a reportagem no site do Ipam.

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