Empresas+SustentáveisESGFilmesMagazine Luiza

Luiza Trajano: “ESG não é modismo, veio para ficar”

Compartilhe

As empresas descobriram nos últimos anos que podem dar uma colaboração mais efetiva para a sociedade brasileira. A busca por resultados financeiros continua a ser o objetivo primordial, mas agora elas assumem compromissos para ajudar o País a superar seus grandes desafios, entre eles a preservação ambiental e a redução das desigualdades sociais. Não fazem isso por bom-mocismo, mas porque o consumidor exige essa nova postura.

Em depoimento ao Há Limites, Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, comemora essa tendência corporativa, que se traduz na popularização da sigla ESG — da expressão inglesa “Environmental, Social and Governance”. Mas a mais influente executiva brasileira faz um alerta: vai se dar mal quem deixar suas intenções no papel ou surfar nessa onda por modismo. Não há mais espaço para posturas cosméticas.

Luiza Trajano fala com a autoridade de quem transformou um pequeno negócio de varejo nascido na cidade de Franca (SP) numa rede com 1.481 lojas distribuídas por 830 cidades de 21 estados – a maior do País, excluído o setor de alimentos. Companhia que, apesar da forte presença física, se volta cada vez mais para o ambiente digital.

Eleita pela revista americana Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2021, Luiza Trajano alinhou o Magazine Luiza às práticas socioambientais mais avançadas do mundo. Entre as iniciativas da rede, estão políticas que promovem a equidade de gênero em cargos de liderança e que combatem o assédio — sexual e moral. Em 2020, foi lançado um programa de trainees voltado para candidatos negros, que resultou na contratação de 19 profissionais. O sucesso da iniciativa fez com que a empresa fizesse uma segunda edição, já em andamento.

Preocupada com o lixo eletrônico, a companhia incentiva seus clientes a descartar, de forma ambientalmente correta, equipamentos eletroeletrônicos ao fim de sua vida útil. Todo o material recolhido nas lojas da rede é direcionado para empresas de manufatura reversa e reciclagem de eletrônicos.

Luiza Trajano recebeu a equipe do Há Limites no final de setembro de 2021, quando vivíamos a expectativa de um declínio na crise provocada pela COVID-19. Nos trouxe com emoção a experiência vivida na própria empresa e a sua visão sobre o drama provocado na vida de cada brasileiro, e como a pandemia aumentou o senso de coletividade das pessoas. Ela olha para o futuro com olhos de esperança. Vê uma mudança importante no comportamento de empresários e executivos, que se mostram cada vez mais dispostos a colaborar para que o País supere seus problemas sociais e ambientais mais urgentes.

Brasil aumenta capacidade instalada e se torna 6º no ranking mundial de energia eólica

Próximo artigo

Você também pode gostar

DEIXE UMA RESPOSTA

O seu endereço de e-mail não será publicado.