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Unesco pretende mapear 80% do fundo do mar até 2030

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A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) planeja mapear pelo menos 80% do fundo do mar até 2030. Hoje apenas 20% estão mapeados.  O anúncio foi feito na Cúpula One Ocean, encerrada sexta-feira (11) na cidade francesa de Brest. Para atingir a meta, serão investidos US$ 5 bilhões nos próximos oito anos – US$ 625 milhões por ano.

A verba será usada inicialmente para a formação de uma frota de 50 navios dedicados exclusivamente ao mapeamento. As embarcações usarão sonares – instrumentos que propagam ondas sonoras em meio submarino — e transmitirão os dados cartográficos a governos e empresas.

A UNESCO afirma que é essencial conhecer a profundidade e os relevos do fundo do mar para entender a localização das falhas oceânicas, o funcionamento das correntes marítimas e das marés bem como o transporte de sedimentos. Esses dados contribuirão para identificar sítios naturais que precisam ser preservados e para proteger populações de áreas costeiras, antecipando riscos sísmicos e tsunamis.

O mapa permitirá também identificar recursos pesqueiros para exploração sustentável e ajudará na resposta a desastres como derramamentos de petróleo, acidentes aéreos ou naufrágios. Segundo a agência da ONU, os dados têm ainda um papel importante na avaliação dos efeitos futuros das alterações climáticas.

Durante a cúpula, o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu que sejam intensificados os esforços para preservar os oceanos. “Devemos mudar de rumo”, afirmou. Guterres listou os problemas mais ameaçadores, entre eles mares sufocados por resíduos plásticos, espécies marinhas em declínio, recifes de coral doentes e ecossistemas costeiros transformados em “grandes zonas mortas” por serem usados como depósitos de esgoto.

Em seu discurso a representantes de 80 países, Guterress defendeu que a segunda Conferência dos Oceanos da ONU, que acontecerá no início de junho em Lisboa, seja “uma oportunidade para consolidar o papel dos oceanos” nos esforços globais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e implementar o Acordo de Paris

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