Rios voadores

A expressão é usada para descrever o gigantesco curso de água atmosférico que atravessa boa parte do território brasileiro. Empurrada pelos ventos alísios, essa corrente de umidade cai como chuva sobre a Amazônia, que devolve o presente para a atmosfera na forma de vapor de água, por meio da evaporação do solo e da transpiração das árvores.
Esse “rio voador” ganha volume ao passar pela floresta e segue seu curso em direção ao oeste, até atingir as Cordilheiras dos Andes, um paredão de 4 mil metros de altura. Obrigado a desviar, se dirige então às regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país. A produção agrícola dessas regiões depende das chuvas levadas por essa massa de ar úmido, assim como as hidrelétricas. Pesquisa realizada pelo INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) revelou que a quantidade de água evaporada pelas árvores da floresta é próxima à vazão do Rio Amazonas – 200 mil m³ de água por segundo.
O documentário abaixo, dirigido por Bettina Ehrhardt, descreve de forma didática como as correntes de umidade que se formam sobre a Amazônia se dirigem para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil e chegam até o Uruguai e a Argentina. As chuvas geradas por esse fenômeno, hoje ameaçado pelo desmatamento da floresta amazônica, são fundamentais para a produção agropecuária brasileira.

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