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Aumenta desmatamento nas áreas públicas da Amazônia, revela pesquisa

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O desmatamento da floresta amazônica acontece atualmente principalmente em terras públicas, revela um estudo divulgado nesta terça-feira (15) pelo projeto Amazônia 2030, iniciativa de pesquisadores brasileiros que tem o objetivo de criar um plano de desenvolvimento sustentável para o bioma.

Se no passado, as derrubadas ilegais ocorriam preferencialmente nos limites de imóveis rurais, estas agora se concentram, majoritariamente, em terras públicas”, afirma Paulo Moutinho, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental Amazônia (IPAM) que conduziu o trabalho. 

O conceito de terras públicas inclui unidades de conservação, terras indígenas e, principalmente, as chamadas “florestas públicas não destinadas”, áreas que abrangem 56,5 milhões de hectares, tamanho superior a duas vezes o estado de São Paulo.  Entre 2019 de 2021, 51% de todo desmatamento na Amazônia esteve concentrado em terras públicas. As “florestas públicas não destinadas” concentraram sozinhas 30% da destruição no bioma.

“Este avanço do desmate em terras públicas tem sido resultado direto da explosão da grilagem na região. É urgente, portanto, que a grilagem em larga escala, que atinge as florestas em terras públicas, seja interrompida imediatamente”, diz Moutinho. “O governo precisa destinar essas áreas como medida para baixar rapidamente as taxas de desmatamento na região”, completa. Segundo o estudo, 75% das terras públicas desmatadas pelos grileiros são convertidas em pastagens.

O projeto Amazônia 2030 é uma iniciativa conjunta do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), do Centro de Empreendedorismo da Amazônia, da Climate Policy Initiative (CPI) e do Departamento de Economia da PUC-Rio.

Clique aqui para ler o estudo.

 

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